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A saúde se precariza da formação falha à desinformação do paciente.

  • Foto do escritor: Alberto Danon
    Alberto Danon
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Expansão desordenada de cursos na área da saúde e ausência de bula impressa em medicamentos expõem riscos ao cidadão e violam direitos básicos garantidos em lei.


A crise da saúde no Brasil vai além da carência de profissionais em determinadas regiões. Ela começa na formação precária de médicos e cirurgiões-dentistas, fruto da expansão desordenada de cursos sem a devida estrutura, e se agrava no atendimento ao paciente, com a retirada de instrumentos básicos de informação e segurança, como a bula impressa que acompanha os medicamentos.


Editorial recente da imprensa nacional alerta para o crescimento caótico de cursos na área médica, muitos deles concentrados em municípios sem infraestrutura adequada, prática clínica suficiente ou rede de saúde capaz de absorver e qualificar esses futuros especialistas. O resultado é um contingente crescente de profissionais com formação insuficiente, atuando em um sistema já sobrecarregado, especialmente no SUS.


Quando falamos em saúde, cada elo importa. Formar profissionais sem qualidade e, ao mesmo tempo, retirar do paciente o direito básico à informação clara, acessível e segura sobre o medicamento que ele vai consumir é praticamente dar uma sentença de morte a ele. E não é força de expressão, tampouco exagero. É fato!


A substituição da bula impressa por meios exclusivamente digitais representa um retrocesso. O digital é bem-vindo, necessário e deve ser estimulado, mas como complemento, jamais como substituição. Condicionar o acesso à informação de saúde a aplicativos, QR Codes ou internet é excluir milhões de brasileiros.


A bula impressa é um instrumento essencial de orientação, sobretudo para idosos, pessoas com deficiência, cidadãos com baixo letramento digital ou que vivem em regiões com instabilidade de energia e conectividade. Medicamento não é produto comum. A bula salva vidas. Ela orienta sobre dosagem, contraindicações, interações e efeitos adversos. Retirá-la é transferir riscos ao consumidor.


A prática fere frontalmente o CDC. A lei garante o direito à informação adequada, clara e ostensiva. Isso não é opcional; é obrigação. Em saúde, a informação precisa estar disponível no momento do uso, de forma imediata e acessível a todos.


O Movimento Exija Bula defende que a modernização do setor de saúde deve caminhar com responsabilidade, equilíbrio e inclusão. Não se combate desigualdade abrindo cursos sem critério, nem se promove inovação eliminando direitos. O caminho é somar: formação de qualidade, fiscalização rigorosa e informação em múltiplos formatos. O digital deve adicionar, nunca excluir.



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EXIJA BULA

Em defesa da manutenção das bulas impressas para a saúde da população do Brasil.

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